ENTREVISTAS

“Minha segunda casa”

A forte relação que o fundador benemérito da AABB, Alceu Pereira São Thiago, mantém com o clube é definida de modo simples e objetivo: “sempre foi a minha segunda casa”, ressalta. Aos 85 anos*, ele esbanja saúde e felicidade, proporcionadas, entre outras coisas, pelo amor à família e a dedicação ao esporte. Pratica tênis semanalmente e representa a AABB na natação em competições oficiais, como a CINFAABB (Campeonato de Integração Nacional dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil). Sobre as lembranças do passado, ele é incisivo: “ainda não tive tempo de sentir saudade, porque continuo fazendo”.

 

Nascido em 1929, Alceu foi casado com Zoraide de Casto São Thiago, com quem teve sete filhos: Sônia, Sérgio, Sandra, Simone, Saulo, Solange e Sueli. Viúvo, ele casou-se novamente, dessa vez com Lizete Helena Beling Gonçalves D’Ávila, sua atual companheira. “Ela tem nome de princesa”, elogia. Do segundo casamento, vieram os enteados Eduardo, Daniel e Henrique.

 

Esportista por excelência, Alceu participou de várias edições da JECA (Jornada Esportiva Catarinense de AABBs), representando a nossa AABB na natação, basquete, vôlei e futsal. Na última edição do CINFAABB, realizada no mês de abril em Salvador, ele foi o atleta mais idoso e conquistou duas medalhas de ouro na natação.

 

Nesta entrevista, Alceu conta um pouco de sua vida, da família, dos anos de AABB e da paixão pelo esporte. Confira:

 

O senhor é associado há muitos anos. A AABB está muito diferente?

Sim, a AABB cresceu muito em todos esses anos. No começo eram poucas pessoas, somente os funcionários do Banco do Brasil. Lembro bem da nossa primeira sede, lá na Praça Pereira Oliveira. Era uma casa em que a gente se reunia para conversar e participar de jogos de mesa, como cartas e sinuca. Depois veio a necessidade de ocupar um local maior e aí a primeira sede foi vendida para a Embratel. Com o dinheiro obtido, foi possível comprar os terrenos de Coqueiros (onde hoje é a Sede Social da AABB) e de Canasvieiras (Sede Balneária).

 

Como começou sua relação com a AABB?

Eu entrei no Banco do Brasil em 1952 e fiquei em Florianópolis até 1953. Participei da reunião de fundação da AABB, em 15 de junho daquele ano, e depois fui transferido, em 1954. Passei 19 anos fora, trabalhando em agências nas cidades de Joinville, Curitiba, Vitória, Rio de Janeiro e Brasília. Voltei em 1973 e não saí mais de Florianópolis. Em 1982, me aposentei no Banco do Brasil, mas da AABB ainda não (risos).

 

E com a nova Sede Social, o senhor passou a frequentá-la mais?

Eu morava na Praia do Meio, bem pertinho. Então, eu vivia aqui. A AABB sempre foi a minha segunda casa. E hoje, mesmo morando no Itacorubi, eu frequento bastante: jogo tênis às terças e quintas-feiras e participo do Grupo da Terceira Idade “De Bem com a Vida”.

 

E o senhor sempre jogou tênis? Era o seu esporte preferido?

Eu jogava futebol. Comecei como goleiro e depois virei zagueiro. Gostava de “chegar junto nos atacantes” (risos). Joguei também basquete e vôlei. Somente mais tarde é que comecei a jogar tênis e fazer natação, que são os dois esportes que eu pratico hoje em dia. Ah! E eu gosto muito de pescar.

 

O que a AABB pode fazer para melhorar o atendimento ao associado?

Eu sempre gostei de frequentar a AABB. Antigamente o clube era bem menor e, por isso, havia maior confraternização entre os sócios. Hoje cresceu muito, o número de sócios aumentou bastante e aí é mais difícil conhecer todo mundo. Mas gosto muito de vir nos jantares do Grupo De Bem com a Vida, jogar o meu tênis e participar de viagens e representar a AABB em competições esportivas. Para melhorar, ficaria muito feliz se tivesse uma quadra de tênis coberta.

 

A AABB está comemorando 61 anos de fundação. O senhor sente saudade de todos esses anos?

Para ser bem sincero, eu ainda não tive tempo de sentir saudade, porque continuo fazendo, continuo praticando esporte e continuo frequentando a AABB. Quando parar, aí talvez eu sinta saudade.

* Entrevista concedida em 8 de agosto de 2014

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